Arquivos | dezembro, 2011

uma

8 dez

Às vezes é mais do que eu posso suportar.
E aí desce uma só.
Solitária, sem pressa.
Longa.

Uma lágrima que reúne tanto, mas tanto.

escrever

4 dez

construir poemas à força
rasgar a folha com versos
impingir às coisas mistérios
então cobri-las de nomes
lutar contra o impulso
morder os dentes e o punho
saltar
linha após linha
até que o poema se dê por exausto

Marcos Prado – Ultralyrics, p. 45

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