10 abr

Crise idiota de tudo-de-novo e nada-de-novo. De suores gelados e expectativas frustradas. Por que você não podia ser chato, estúpido e rude? Mas você é, às vezes, e mesmo assim estou aqui, um ano depois, quando já me declarava curada da minha dependência físico-química de você, sofrendo de novo. Vendo as dobrinhas embaixo dos seus olhos, lembrando por que eles me encantaram tanto quando nos conhecemos, enquanto você leva uma hora para almoçar o que eu almocei em vinte minutos. Mergulhando no teu perfume que me circunda e me prende num mar de memórias, que eu (não) quero esquecer. Pensando em por que eu desisti, por que não tentei de novo, eu não me importo de ser mais uma e não a uma, eu não ligo pros outros casos, eu quero te querer de novo, mas quando foi que eu deixei de te querer?, quando foi que eu esqueci, quando foi que eu decidi que não? Agora, enquanto te olho, tão lindo, tão homem, enquanto você me diz que gosta muito de mim, que estava com saudades, lembro de como é bom estar com você – eu podia ficar pra sempre ouvindo a tua voz, rindo com teu riso, sonhando com teus planos, tão palpáveis, tão possíveis! – não sei por quê. Não consigo lembrar da dor, das noites de insônia de coração partido e alma dilacerada, do sentimento visceral que me consumiu sem que você ao menos imaginasse. Eu só lembro da sensação de privilégio, de ser a pessoa mais importante do mundo quando você olha no meu olho, esse aqui, dessa que não se sente o suficiente pra você. De ser a escolhida pra dividir aquela piada, de ser o público do teu show, de te conhecer uma palavra a mais. Me explica, me leva neste teu riso gostoso que me faz sentir viva, completa, plena… me diz por que ela e não eu, por que tantas e não eu, por que tudo isso, assim? Eu vou sempre ao seu compasso, se me rodopia, eu giro contente. Mas você, só você, você e seus ombros largos, você e sua barba cerrada, você e seus medos bobos, você e sua rotina louca, você e esse seu charme inigualável, você, o amor que a minha vida nunca vai ter. O amor da minha vida que nunca vou ter.

*ainda existo, só ando tendo problemas com o que postar ou não, quando, como e por quê.

2 Respostas to “”

  1. Barbara Guissoni 10/04/2011 às 22:22 #

    é, achando q soh eu passava por isso..
    sinto isso…

    • Paula 10/04/2011 às 23:33 #

      Oi, Barbara! Bom saber que mais alguém sente como eu sinto. É bom não estar sozinha, não? Obrigada pela visita! :)

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